Algarve assume-se como Destino Turístico Seguro

O Algarve assume-se como Destino Turístico Seguro mas nas conclusões das Jornadas de Turismo e Segurança, que se realizaram em maio, refere a necessidade de melhorar.

Durante as Jornadas, organizadas pela Aheta, Rotary Club e Universidade do Algarve, os participantes, onde estavam empresários, hoteleiros e forças de segurança, reconheceram que o crescimento do número de turistas e residentes
não tem sido acompanhado por um aumento do efetivo das diversas forças e serviços de segurança, como seria necessário e desejável, daí “a necessidade de dotar o Algarve de um efetivo que permita criar condições de segurança estáveis e duradouras ao longo de todo o ano, face à dependência económica da região da atividade turística”. Os participantes concluíram ainda que atendendo à complexidade das novas formas de criminalidade, aliadas ao seu cariz multidisciplinar,
é “fundamental apostar cada vez mais numa estratégia de investigação e prevenção, articulada com as diferentes forças policiais e serviços de segurança, bem como com a indústria hoteleira e turística regional”, mas “evitar a implementação de medidas de segurança intimidatórias que possam funcionar como dissuasoras dos graus de satisfação dos turistas que nos visitam”.

A segurança, enquanto um bem coletivo de inegável valor económico e social, deve ser entendida como um ativo fundamental para a melhoria dos níveis de confiança no Algarve e, por conseguinte, um fator crítico determinante para o sucesso do seu desenvolvimento turístico, referem ainda as conclusões das jornadas.

Os participantes defenderam também a melhoria do enquadramento e a implementação de ações de formação contínua dos seus recursos humanos, assim como outras medidas destinadas à dignificação dos profissionais das forças e serviços de segurança, incluindo a modernização de equipamentos e tecnologias, viaturas e estruturas de suporte operacionais, especialmente ao nível de instalações condignas de atendimento ao público e condições de trabalho e de estada.

As Jornadas concluíram ainda que, independentemente de a segurança não representar em si mesma um fator de promoção turística, isso não pode impedir a continuação do estudo criterioso e inteligente deste fenómeno entre os diversos
parceiros, de forma a quebrar a atual inércia sobre uma matéria estratégica e prioritária para a economia regional e, consequentemente para o maior setor exportador nacional, que é o turismo. Os participantes aprovaram, por unanimidade,
que “estes encontros deverão realizar-se, anualmente, enquanto fórum privilegiado de discussão, tendo em vista a consolidação desta enorme valência competitiva que fazem do Algarve não só um destino turístico seguro, mas também um lugar apelativo e seguro para se viver”.