A ADHP opõe-se à criação de uma taxa turística em Lisboa

A Direção da ADHP, em representação dos seus sócios que têm por missão pugnar pelo bom serviço e rentabilidade das unidades hoteleiras em Portugal, vem demonstrar a sua oposição à criação de mais uma taxa sobre a exploração das unidades hoteleiras.

A criação desta taxa em Lisboa irá abrir uma sucessão de repetições ao longo de vários municípios do País, em que a preocupação passará a de ter uma nova fonte de rendimentos e não a promoção desses destinos.

Apesar de haver alguns sinais do mercado de alojamento ter suportado a crise, é importante lembrar que as unidades hoteleiras estão com níveis de rentabilidade praticamente residual.

Estamos cada vez mais a deixar de ser competitivos perante os mercadores emissores nossos concorrentes.

O actual preço de estadia ronda os valores mínimos para cobertura dos custos de operação. Em média as diferentes taxas e impostos aplicados à hotelaria já rondam as duas dezenas, desde o IVA, passando pelos direitos de autor e direitos conexos até as diversas taxas municipais (Fiscalidade no Turismo Português – Ernst & Young – 2013).

A ADHP não poderia, nesta fase, deixar de tomar uma posição. A criação de uma taxa turística é um erro só comparável à subida do IVA.